sábado, 3 de setembro de 2011

Efémera.

Pediram-me, há bastante tempo, que desenhasse algo representativo da felicidade. Lembro-me perfeitamente da primeira coisa que me invadiu o pensamento: uma efémera. Não é isso a felicidade? Vai e vem conforme lhe apetece e não pede autorização a ninguém. É assim… Volátil, imprevisível… Apesar disso, de uma maneira geral, eu considero-me uma pessoa muito feliz.
De uma maneira geral… Há, contudo, certos aspectos da minha vida que permanecem imutáveis contra minha vontade. A sorte vira, alguém me disse isso hoje… Eu espero bem que sim, que possa existir mudança, porque onde há mudança há esperança.
De qualquer das formas, decidi que a minha primeira gata se vai chamar Pantufa, reminiscências do despreocupado tempo de infância.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Venha Lisboa.

Sim, tenho vontade de fazer as malas. Quero ir às compras, quero decorar o meu quarto, quero arrumar metodicamente tudo o que levar para a minha nova mas velha vida, quero esquecer…
Certamente que daqui a dois meses me vou estar a queixar do quão forte é a minha necessidade de voltar à minha terra, no entanto, por um variado conjunto de razões, agora tudo o que eu quero é sair um bocado. As pessoas cansam-me, deprimem-me e deixam-me preocupada. Fazem com que eu me sinta culpada de ser quem sou e, como já disse, eu quero ser quem gosto de ser e não quem os outros esperam que eu seja.
Assim sendo, venha Lisboa.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ponto final.

Sim, vou pôr um ponto final.
Passou mais uma etapa da minha vida, uma especialmente complicada na qual, sem me aperceber e mesmo não o querendo, me acabei por envolver muito profundamente nos problemas dos outros. Não me arrependo, no entanto, acabou.
Em menos de um mês enfrentei de tudo um pouco, ri muito, diverti-me muito, mas também sofri mais do que devia com a dor dos outros. Uma vez mais, digo: faria tudo de novo o que não invalida as dificuldades que por isso tive que enfrentar.

Fui o que as pessoas precisavam que eu fosse e serei agora aquilo que preciso e quero ser, a rapariga forte e decidida que não se importa especialmente com o que os outros pensam. É dessa pessoa que eu gosto e, como tal, essa serei eu novamente.



Can I be my own lamplight?



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Why?

"Porque ficas tanto tempo calada", foi a pergunta que ele lhe fez numa das primeiras vezes que estiveram juntos... A isto ela replicou apenas que esta era a sua maneira de pensar e nada mais disse. Apesar desta falta de resposta, deste aparente fechar em si mesma, tudo continuou na mesma. Ele falava para ela estar, não raras vezes, apenas a ouvir. Nenhum parecia prestes a abandonar o outro mas para ele era complicado aguentar o tão frequente silêncio que nada dizia acerca dos pensamentos da rapariga que se encontrava à sua frente.
Passara já muito tempo quando ela decidiu responder à pergunta que ele tão cedo lhe colocara:
- Perguntaste-me porque falo tão pouco logo no primeiro dia que nos conhecemos. Vou agora responder-te. Falarei mais quando tiver algo realmente importante a dizer, até lá prefiro sorrir e falar apenas de vez em quando pois não quero que as minhas palavras caiam no esquecimento. As coisas importantes ficam, tudo o resto se esvai.
- Tudo aquilo que me disseste até hoje ficou registado. Tudo aquilo que me disseres, por mais insignificante que seja, ficará para sempre comigo. Não pela importância das tuas palavras mas sim pela tua.
A rapariga olhou-o nos olhos e percebeu, não sem alguma surpresa, que também ela guardara todas as conversas, todas as palavras por ele proferidas estavam algures num cantinho que ela não sabia existir.

Abraçou-o e soube que estava em casa.

Palavras leva-as o vento*

domingo, 28 de agosto de 2011

"I can't make you love me"

Escusava de ter um significado tão forte mas é isto que acontece... "I can´t make you love me"... Amor é uma palavra muito forte que não me atrevo a tentar definir ou explicar. Seria muita presunção da minha parte pensar que qualquer coisa que eu dissesse a esse respeito faria sentido para alguém.
Não é, contudo, disso que eu quero falar. Posso não saber muita coisa mas sei, com toda a certeza, que o amor não entra na minha história. Afeição, dar sem esperar receber, gostar... Não sei como dizer mas, de qualquer das formas, este post interessa-me a mim unicamente pois é a falar, a escrever e a deixar transbordar o que sinto que me vou esquecendo da viagem pelo tal compartimento escuro que atravessei sem pensar.
Não posso fazer com que alguém goste de mim. As coisas são como são. Não tenciono tentar mudar isso, no entanto, tenho muita pena que não me tenhas conhecido de todo. Conseguiste ver pouco daquilo que eu sou e, muito sinceramente, quem perdeu foste tu.











sábado, 27 de agosto de 2011

Thanks Vânia, És a maior :)

“Porquê é que não gostam de mim logo de ínicio?”
Partilhaste comigo esta dúvida e eu não consegui também ficar indiferente porque a verdade é que isso aconteceu-te muitas vezes! Eu não sei a resposta para isso. Mas pergunto-me também porque é que não gostei logo de ti, porque é que não deixei que tu e a Rita me “acolhessem” logo de início no tão temido 10º ano!
Vocês foram logo simpáticas, falaram comigo, convidaram-me para ir almoçar convosco! Aquele almoço no Kebab que meteu medo porque vocês eram tantos e eu era só uma! Já aí se notava alguma união que tinham! E apesar de tudo, tentaram que eu me sentisse bem. Isto são amigos!
Mas eu mesmo assim não me consegui adaptar logo ao vosso grupo, mais também não seria de esperar mais, mas enfim. Acabei por “fugir” para outro lado e em vez de tentar ficar convosco, fui antes procurar os amigos do 9º ano e passava intervalos com eles. Lembro-me que nem era com gente da escola!
Depois, creio que com os grupos de trabalho acabei por me aproximar à Sandra, Rafaela e Cátia. Penso que foi assim. A minha memória falha aqui!
Agora voltando a ti! Eu só te conhecia de seres a dupla “Sara e Maria João”. E outras pessoas já me tinham dito que tu tinhas a mania ou sei lá bem que mais! Achei que falavas muito segura de ti mesma, mostravas autoridade! E talvez por aí, tivesse um bocado de “medo” do que vinha mais de ti ! Ahahah. No entanto, nunca foste antipática.
Não consigo tentar explicar mais o porquê de não ter ficado logo ao vosso lado! Mas agora que me vou lembrando de coisas, tu foste sempre simpática comigo. (Acabo de me lembrar que trocaste número de telemóvel logo nos primeiros dias num pequeno almoço na St. Bárbara, se não me engano).
Sara, tal como tu já me disseste e eu confirmo, tu és simpática para as pessoas, tentas sempre acolher as pessoas.
Não é a tua cara que assusta logicamente! Não és uma pessoa assustadora!
És uma pessoa que não tem medo de dizer o que pensa, que diz aquilo que sente no momento e diz a quem merece ouvir! Dizes as verdades por mais cruas e duras que elas sejam! Isso é ser amigo. Não são precisos só carinhos. É preciso saber dar na cabeça!
Se tens uma opinião, tu dá-la sem medo, sem quereres saber se os outros vão gostar ou não. Afinal de contas é a tua opinião, não a dos outros. Não são eles que tem de gostar, mas sim tu! Isto faz de ti uma pessoa segura, convicta naquilo que fazes. Não mostras fraqueza em quase nada! Mas não és um coração de pedra. Porque tu gostas das pessoas, tu vives por elas e para elas! Tu és uma amiga excelente, preocupada, atenta a qualquer movimento! Tu és a Sara Esteves Cerqueira! Tens ambições e lutas por elas. Não passas por cima de ninguém e consegues a teu jeito!

Eu não poderia estar mais contente em ter uma amiga como tu! Tu tanto acreditas em ti, como também fazes com que os outros acreditem neles próprios!
A primeira impressão é uma treta! Não vais encontrar uma razão que tenha lógica para a tua dúvida! Mas que interessa? Os outros é que ficam mal em te julgar incorrectamente!
Sabes que os teus amigos te conhecem! E sabes que quem te conhecer depois do primeiro encontro também vai ficar a te conhecer, só se for muito burro!

Já fizeste muito por mim, agradeço-te por isso. Senti-me no dever de tentar ajudar-te também. Não sei se fiz bem ou mal falar novamente nisto mas agora está!

És INCRÍVEL my love ! :)
Love You amori*
Vânia!

...

Escuro.
Hesitante, atravessei a sala desprovida de luz. Eu que tenho medo e não gosto do escuro, do silêncio e imensidão que este encerra, atravessei o grande compartimento por ti. Por uma porta entreaberta, vi-te sentado a um canto como quem espera por uma ajuda no desconhecido. Mesmo tendo medo, eu entrei e toquei-te ao de leve procurando saber se precisavas de alguma coisa, se precisavas e se aceitarias que eu te desse o que obviamente te faltava. Automaticamente, os teus braços cansados responderam à questão que eu timidamente me colocara e eu soube que estaria presente até ao fim, até tu deixares de precisar de mim.
Todavia, enquanto atravessámos o espaço que nos separava de tudo o resto, algo mudou. O ar tornou-se mais pesado, a temperatura mais incerta, os passos mais imprecisos. Numa só palavra, tornei-me vulnerável.
Ao atravessar a porta esqueci-me das minhas defesas, esqueci-me do que era ser magoada e deixei que tu levasses grande parte de mim. Tu precisavas de alguém que estivesse contigo e eu deixei-me ser essa pessoa. Apesar do sentimento de vulnerabilidade e fraqueza que agora me assola, sei que se pudesse voltar atrás estaria presente de qualquer maneira.
Não posso agora deixar de pensar que entrei no compartimento errado, da pessoa errada. Por mais que me custe admitir, magoaste-me. Odeio-te por isso. Deixasses que eu me mostrasse, que me abrisse, que não me escondesse por trás de máscaras ou por meio de artificios e danificaste algo de muito frágil. O meu orgulho e algo mais que eu não consigo definir em meras palavras.

Quero não querer gostar. É só isso. Porque é que tem que ser tão difícil?