Pediram-me, há bastante tempo, que desenhasse algo representativo da felicidade. Lembro-me perfeitamente da primeira coisa que me invadiu o pensamento: uma efémera. Não é isso a felicidade? Vai e vem conforme lhe apetece e não pede autorização a ninguém. É assim… Volátil, imprevisível… Apesar disso, de uma maneira geral, eu considero-me uma pessoa muito feliz.
De uma maneira geral… Há, contudo, certos aspectos da minha vida que permanecem imutáveis contra minha vontade. A sorte vira, alguém me disse isso hoje… Eu espero bem que sim, que possa existir mudança, porque onde há mudança há esperança.
De qualquer das formas, decidi que a minha primeira gata se vai chamar Pantufa, reminiscências do despreocupado tempo de infância.